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Professores substitutos: Nacional alerta o Forgep sobre as problemáticas de encerrar seus contratos no início de junho

Representantes do SINASEFE Nacional realizaram uma reunião com a Secretária de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação (MEC) esta semana (19/05). Nela, o sindicato demonstrou suas preocupações sobre a orientação dada pelo Fórum de Dirigentes de Gestão de Pessoas (Forgep) do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), de que os contratos atuais dos professores substitutos sejam encerrados no início do mês de junho, devido ao período eleitoral.

A Nacional questionou a Setec/MEC sobre tal orientação e alertou sobre os diversos impasses que podem ocorrer nesse processo — sendo a falta de professores um dos seus maiores riscos, uma vez que ela pode gerar uma sobrecarga por parte dos demais docentes dos campi, — sem mencionar os problemas na efetivação das cargas horárias, das disciplinas e no calendário escolar.

O que diz a nossa pasta docente?

O tema também repercute entre os docentes da nossa base sindical. Para o Diretor do Pessoal Docente da seção sindical, Luís Carlos Cunha Filho, os professores substitutos exercem papel fundamental na manutenção das atividades acadêmicas durante os afastamentos legais de servidores efetivos para qualificação.

“Os professores substitutos são fundamentais para garantir a continuidade das disciplinas quando servidores efetivos se afastam para cursar mestrado, doutorado ou especialização. Sem esses profissionais, há impacto direto na carga horária dos demais docentes e no funcionamento acadêmico das instituições”, afirmou ele

A fala do docente aposentado dialoga diretamente com a preocupação apresentada pelo SINASEFE ao Setec/MEC sobre os impactos do encerramento antecipado dos contratos de professores substitutos. 

Ao destacar que esses profissionais são responsáveis por garantir a continuidade das disciplinas enquanto servidores efetivos se afastam para qualificação, o relato reforça o argumento do sindicato de que a suspensão dos contratos pode provocar desorganização acadêmica, sobrecarga entre os docentes da ativa e dificuldades no cumprimento das cargas horárias e do calendário letivo. Embora o entrevistado apresente uma visão crítica sobre parte das reivindicações da categoria, ele reconhece que a ausência dos substitutos compromete o funcionamento cotidiano das instituições federais de ensino.

A Nacional informou em pauta que oficializou seus questionamentos ao Setec/MEC e ao Forgep/Conif por meio de Ofícios e aguarda um retorno sobre o cenário em questão.

Texto: Hellen Almeida/Comunicação SINASEFE IF FLUMINENSE.

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