R. Álvaro Tâmega, 132, Centro. Campos dos Goytacazes - RJ

Search
Close this search box.

MELHORIAS JÁ! Mobilização na segunda-feira vai cobrar avanços em cotas, transporte estudantil e quadro docente no IFF

Esta noite (18h — horário de Brasília), docentes, TAES e alunos dos campi Macaé e Cabo Frio, realizarão a paralisação no hall principal do Campus Macaé (Rod. Amaral Peixoto, Km 164 – Imboassica, Macaé – RJ), por mais professores, melhoria do transporte estudantil e extensão da cota para pessoas trans, travestis e não binárias. Intitulado “Movimento Revide”, a ação concentrará servidores e estudantes  na luta contra a invisibilidade das questões presentes nos campi.

O setor de comunicação do SINASEFE IF FLUMINENSE conversou com alunos, reitoria e coordenação a fim de não apenas compreender e apoiar, mas encontrar formas efetivas de contribuir para a melhoria desse contexto que hoje, colocam nossos alunos em risco, representa exclusão social e adoece nossos docentes por meio da sobrecarga de trabalho.

Trans, travestis e não-binários nas salas de aula!

Uma das reivindicações do Movimento Revide é a disponibilidade de vagas afirmativas e políticas de permanência para travestis, transexuais e pessoas não-binárias nos Institutos Federais de Ensino do Norte Fluminense. Em entrevista, o reitor do IFF, Victor Barbosa Saraiva, assegurou que o processo para a implementação dessas cotas já conta com uma comissão responsável por tratar exclusivamente do tema: 

Isso já está encaminhado e vai ser uma realidade. Então é só uma questão de tempo para a demanda entrar nos próximos editais”, diz ele.

O cumprimento dessa demanda é de extrema urgência, uma vez que dados divulgados recentemente pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), indicam que mais de 70% das pessoas trans não concluíram o ensino médio — e uma parcela ainda menor (0,02%), consegue ingressar no ensino superior.

Transporte público seguro e eficiente é direito!

Superlotação, falta de cinto de segurança e portas quebradas: essa é a realidade que os moradores da cidade de Cabo Frio vêm relatando a meses quando se fala do transporte público na Região dos Lagos — nossos alunos e servidores, infelizmente, não são excluídos dessa realidade.

Quando abordada por essa temática, a reitoria foi clara: apesar de não poder e dever cumprir o papel do Estado (uma vez que nunca terá recursos o bastante para atender a tal demanda), O Conselho Nacional da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF), está trabalhando pela aprovação do PL nº 265/2015, que garante o transporte público para os estudantes da rede federal de todo o Brasil, tenha a concessão dos municípios e assim, devidamente aplicado: “[…] os estudantes sabem do seu direito e nós nos comprometemos a entrar no Ministério Público para, mais uma vez, cobrar por eles.”, incentiva o reitor.

4 professores não são o bastante — mas segue sendo a realidade da licenciatura em História  

Apesar de fundado recentemente, o curso de licenciatura do campus Macaé já se encontra em um quadro inadequado. Com apenas quatro professores titulares, que chegam a ensinar até 5 disciplinas no curso, a reivindicação pelo código de vagas se torna uma demanda a ser tratada com urgência pelo instituto:

“É óbvio que um Instituto Federal tem suas peculiaridades, mas isso [a pouca quantidade de professores] continua sendo inadmissível — tanto para os professores, que acabam passando por um adoecimento, como para os alunos que têm um déficit pedagógico enorme.”, enfatiza Murillo de Oliveira, aluno do 3º período do curso.

A Reitoria reconhece a legitimidade dessa reivindicação e mantém diálogo com a direção-geral do campus e a coordenação do curso para avaliar formas de fortalecer o quadro docente. Contudo, essa demanda precisa ser analisada dentro de um contexto institucional mais amplo visto que outros cursos e campi também apresentam necessidades semelhantes, inclusive no próprio campus Macaé:

“Neste momento, a prioridade tem sido direcionar esforços para unidades que enfrentam situações mais críticas de pessoal. Um exemplo é o campus Itaboraí, que atualmente conta com apenas cinco técnicos administrativos para manter suas atividades, o que gera sobrecarga de trabalho e impactos na qualidade dos serviços prestados.”, esclarece Victor Saraiva.

Enquanto a questão não é solucionada, o coordenador da licenciação em História, Raimundo Helio, explica que a solução temporária tem sido a preocupante combinação de servidores com uma carga horária extrapolada e a contratação de dois docentes substitutos:

A licenciatura em História do campus Macaé é um curso jovem, e como a maioria dos cursos em seus primeiros anos, há problemas de pessoal e estrutura. Mesmo assim, temos tido uma grande procura de ingresso e tivemos um excelente resultado [nota 4 de 5]  no último ENADE.”, enfatiza o docente durante a entrevista.

Mais do que dar visibilidade ao movimento e relatar suas motivações, a direção do nosso SINASEFE IF Fluminense tem dialogado internamente e com a reitoria para compreender de que maneira pode contribuir com a resolução desses impasses. Luís Carlos Cunha Filho, Diretor da Pasta de Docentes, levará esse tema para a próxima reunião da diretoria do sindicato  uma vez que essa discussão não envolve apenas a pasta docente, mas toda a diretoria, incluindo a representação dos técnicos administrativos:

“Como temos um canal de diálogo com a Reitoria e as direções dos campi, considero importante que o sindicato participe dessas discussões para compreender, com dados concretos, a realidade de cada unidade. Precisamos conhecer a situação real de campi como Cambuci, Itaperuna, Santo Antônio de Pádua, Macaé e dos demais, evitando análises baseadas apenas em percepções. A partir desse levantamento, poderemos identificar com mais clareza quais são as necessidades de cada campus e quais demandas devem ser priorizadas, verificando se os problemas estão restritos à falta de professores de História ou se envolvem outras carências de pessoal e estrutura.” se compromete ele.

Vamos marcar presença!

A paralisação por melhorias nos ambientes educacionais significa mais do que barulho, é o instrumento de luta de toda uma classe trabalhadora e estudantil. A seção Fluminense do SINASEFE reconhece e incentiva o ato agendado para hoje (22/06) às 18h (horário de Brasília) no hall principal do campus de Macaé. A LUTA É COLETIVA!

Texto: Hellen Almeida/Comunicação SINASEFE IF FLUMINENSE.

Veja outras notícias

Não existem outras noticias

Filie-se ao SINASEFE

Caso tenha qualquer dúvida de como realizar o procedimento, entre em contato pelo número (22) 2733-1842.