A Nacional se reuniu esta semana (19/01) com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e com o Ministério da Educação (MEC) para debater sobre o cumprimento do Reconhecimento de Saberes e Competências dos Técnicos-Administrativos em Educação (RSC-TAE). Em debate, o sindicato reforçou que o indicativo de greve para o final do próximo mês seguirá firme, caso não haja uma solução que respeite a categoria.
O comunicado divulgado no canal de YouTube do SINASEFE Nacional, conta que os representantes da sede e da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) defenderam que a concessão deveria alcançar 75% de membros da categoria. Embora haja consenso sobre o objetivo, ainda não houve definição final sobre os critérios de elegibilidade e o recorte específico de beneficiários, o que exige análise adicional antes da implementação. Além disso, a discussão também destacou impactos operacionais e orçamentários esperados, bem como a necessidade de transparência no processo de inclusão.
Principais pautas abordadas
Outro eixo foi a possibilidade de estender o RSC aos servidores cedidos. Os participantes também discutiram potenciais benefícios e desafios logísticos, reconhecendo a necessidade de avaliar a viabilidade técnica e financeira, além de estabelecer critérios de elegibilidade mais claros. Com isso, a conclusão foi manter a análise em aberto, se comprometendo a apresentar propostas mais finas em etapas futuras.
Já no que diz respeito ao memorial apresentado, houve divergências entre as partes quanto ao conteúdo e à relevância do documento, com várias leituras sobre o que ele representa para a negociação. Em paralelo, a supressão da homologação do Conselho Superior como uma possível mudança processual, cuja interpretação e impactos ainda precisam ser alinhados, também foi abordada.
A manifestação é uma ferramenta de luta!
Em paralelo a reunião, Plantonistas da Direção Nacional (DN) e integrantes da seção de Brasília (DF) fizeram uma manifestação em frente ao bloco C da Esplanada dos Ministérios, usando faixas, bandeiras e palavras de ordem em defesa das demandas da categoria. Assim, enfatizamos que “se não cumprir o acordo, é greve de novo”!
Possível greve
A posição do governo foi apontada pelos servidores como elemento central para o desenrolar das negociações, porém, a pauta de greve foi mantida como instrumento de pressão caso as demandas da categoria não recebam respeito ou não avancem de forma substancial.
Os participantes reforçaram, mais uma vez, a necessidade de manter o diálogo aberto, acompanhar a evolução das análises e consolidar cronogramas para decisões futuras, com prazos para apresentação de propostas mais detalhadas e que possam nortear os próximos encontros — como o da próxima segunda-feira (26/01), no qual esperamos ter um panorama mais claro sobre a PL 6170/25 e seus desdobramentos.
Representantes do SINASEFE
O SINASEFE foi representado na reunião por Cristina Valéria (secretária-adjunta de políticas étnico-raciais), Leewertton Marreiro (integrante da CNS), Roni Rodrigues (coordenador de pessoal TAE) e William Carvalho (integrante da CNS).
Seção IF Fluminense atenta
A atual direção da nossa seção garante que está acompanhando atentamente as deliberações, pronta para contribuir com a escolha da decisão que irá seguir seu princípio norteador: lutar por condições de trabalho e de vida dignas para toda a sua categoria — inclusive os TAEs. Neste momento, estamos alinhando a data mais favorável para realizar as assembleias gerais referentes ao indicativo de greve e a escolha dos nossos representantes na 207ª PLENA, respectivamente. Assim, aproveitamos para reforçar que a participação de todos os nossos sindicalizados é de extrema importância.
Texto: Hellen Almeida/Comunicação SINASEFE IF FLUMINENSE.